O que tem me chamado a atenção em Estocolmo

Não, não é fato dos homens suecos, mais especificamente de Estocolmo (sim! haha), terem sido considerados os mais bonitos do mundo (saiu numa tal lista) hahaha. Sou mais meu bom e véio marido! <3 Alguns detalhes tem feito com que essa cidade ganhe meu coração quanto mais conheço ela.


Lógica e evidentemente que tenho sentido uma ponta de saudade de Madrid, porque realmente era uma cidade muito agitada e que parecia não dormir. Como já tinha descrito, as ruas de Madrid, principalmente as do centro, onde morávamos, eram lotadas de bares, restaurantes e terrazas, estava sempre cheia de gente e numa aminação só! Quer tenha sido às 10 da manhã ou as 4 da madrugada. Por aqui, as coisas são diferentes. Talvez isso se deva ao fato de bebida ser mais cara, rola um imposto maior e em supermercados é proibida a venda de bebidas alcoólicas com teor que ultrapasse os 3%. O frio também deve influenciar nisso. O sol aqui se põe cedo, quando chegamos ele dava adeus às 16 em ponto, agora ele tá indo as 18 porque a primavera começa a apontar. Então, se você for caminhar pelo centro de Estocolmo as 9 da noite, vai estar completamente deserto, tudo fechado. Os horários de refeição aqui são parecidos com os que tinha no Brasil, almoço ao meio-dia e jantar as 6 da noite. Na Espanha rola um delay, que eu demorei um pouco pra acostumar quando cheguei. Lá se almoça às 2/3 da tarde e se janta lá pras 21/22 horas. Um espanhol que trabalha com meu marido, estava se queixando do horário de almoço: "És que no tengo hambre a las doce, hombre!" hahaha

Um fator que tem chamado minha atenção aqui é a educação. Como são educados esses galegos! hahaha Em todas as lojas que entrei (T-O-D-A-S. Incluindo as fast fashion, que costumam ter uma relação mais vaga com o cliente) fui totalmente bem recebida, com um sorrisão no rosto, todos sempre bem dispostos a te ajudar no que for preciso. Eu achava que aqui eles seriam mais frios nesse sentido porque dizem que quanto mais frio o clima, mais fria a simpatia, ou falta dela. haha Só que me surpreendi nesse ponto. Já os meus queridos madrilenhos, eram totalmente o oposto. A verdade é que eles são BEM chatinhos e não fazem questão de te atender bem, não. haha Cansei de entrar em lojas e de ser atendida com cara feia (e de presenciar outras pessoas também), do vendedor ver que você está esperando no caixa pra ser atendida e nem mover um passo pra ir lá te atender, ou até ir depois de conversar meia hora alguma abobrinha com a colega de trabalho, ou simplesmente não te ajudar a achar o par de sapato perdido. Sempre que precisava de ajuda numa fast fashion, por exemplo, procurava alguma funcionária sul-americana (ou mexicana haha) pra pedir a ajuda, pois são mais simpáticas. Porque as madrilenhas, viu? Te contar... Portanto, não espere ser bem tratada em lojas de Madrid, caso você vá lá, né? haha Já aqui rola o oposto e isso muito me animou! :D Educação as vezes passa longe em alguns locais desse velho continente.

Um outro fator que me chamou a atenção foi a impecabilidade e limpeza da cidade. Não sei se é porque nessa época do ano não tenha muitos turistas por aqui (sim, quanto mais turista, mais sujas ficam as cidades que os recebem), não sei se isso se deve ao fato dos cidadãos daqui serem extremamente educados no quesito jogar-lixo-no-lixo mas, achei a cidade perfeitamente limpa. E até hoje, não vi um gari em nenhuma rua principal. Já na querida Madrizinha, o lixo dava no meio da canela, como diz o matuto, haha. Muito, muito suja, o centro então... talvez seja porque lá tem MUITO imigrante, a peãozada sul-americana, latinos em geral, muito chinês e indiano e turista, né? Mas não vamos culpar os coitados, né? haha E olha que era um gari a cada 10 metros. Só sei que é muito agradável andar numa cidade limpinha e a única coisa que suja é a natureza, vulgo neve derretida. Taí, um negocinho que suja! Fora isso, tudo perfeito. É bonito  ver um cidadão que se importa com sua cidade, seu patrimônio, e contribui pra harmonia deste.

Estocolmo não é um dos lugares mais baratos pra se viver. É caro morar aqui, isso é fato. Os impostos suecos são bem altos e assustam um pouco mas, é aquela coisa, você sabe que tem retorno. Saúde pública funciona perfeitamente (até que me provem o contrário), não existe escola particular, todas são públicas e com ensino excelente, transporte público impecável. Im-pe-cá-vel. Essa é a palavra que define esse país. Tudo funciona na mais "perfeita perfeição" haha, existem outros milhares de costumes e vantagens, que eu ficaria citando aqui até amanhã, incluindo programas e benefícios para, por exemplo, mamães e bebês. Afinal, essa é a próxima etapa de quando se casa, né? :)

Ultimamente eu tenho batido numa tecla que diz VIVER EM HARMONIA. Eu já vivi, até o momento haha, 26 anos porém, alguns desses tem sido desperdiçados. Infelizmente, viver no Brasil ultimamente tem sido difícil e eu já passei por algumas situações complicadas (e uma delas foi ser assaltada dentro do meu carro por 10 homens armados). Eu não vivia no Brasil, eu me escondia, me defendia. Aqui (e em Madrid também) eu praticamente nasci de novo! Eu gosto de não ter carro porque eu posso caminhar e apreciar vistas, prédios, lojas, casas, pessoas, animais que passam por mim. Eu gosto de sair andando sozinha, sem medo, sem desconfiar de quem passa do meu lado, sem olhar pra todos os cantos com medo de um assalto. Eu aproveito cada passo que dou. Pra mim isso é vida, uma coisa tão simples e tão bonita ao mesmo tempo e que por vezes me emociono de ter a oportunidade de estar aqui. Vivendo. Como se deve ser. Tenho consciência que não se deve generalizar tudo, mas no Brasil já está tudo generalizado. Passei a ver a vida com outros olhos, de uma forma mais simples, porque ela é assim. Passei a ter outros valores, que no Brasil, no meu mundo fechado (quando não era dentro de casa com um cadeado, era dentro de um carro com vidros fechados e travas) eu não tinha, algumas futilidades que você passa a dar valor por não poder aproveitar a simplicidade e espontaneidade que viver é. Hoje eu vejo, sinto e entendo a vida como ela é, simples e boa. Leve e fluida (nos seus sentidos), como patinar no gelo.

E falando nisso, numa de nossas andanças noturnas, ao passar perto de Kungsträdgården escutamos uma música alta e avistamos luzes no meio da praça, o que parecia uma balada nada mais era do que patinação no gelo! Eu gravei um pouquinho, embora o celular distorça um pouco o som e que depois melhora levemente, umas meninas arrasando na patinação e fazendo altos giros! haha Ainda não tive coragem de patinar, porque sei que vai ser um desastre e vou pagar mico, portanto estou adiando ao máximo esse acontecimento hahaha


No próximo inverno, quem sabe? haha

E já que o assunto foi mudado, aqui está o casal feliz <3, no domingo passado:
 Meu marido e nosso pug-deestimação-fictício-depano haha (enquanto o de verdade não vem): lágrimas :~
Eu na Birger Jarlsgatan. A neve se foi, tá tudo sequinho (pelo menos nesse dia) e só sobraram as pedrinhas no chão, que eu acho que eles jogam pra galera não escorregar quando tá crítico. 


Hej då! :)


CORREÇÃO: Segundo pesquisas, até existem escolas particulares mas, pelo que entendi o governo paga. Não tenho certeza se é 100% do valor. Depois me aprofundarei nesse assunto.

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